Deixa-me lá ver se encontro...

19.10.13

Klonoa: Door To Phantomile

Data de Lançamento: 15/06/1998
Género: Plataformas
Produtora: Namco
Editora: Sony









A Namco sempre foi uma das minha editoras preferidas tendo-se afirmado no mercado na geração 32bits lançando para as consolas títulos de arcada como Tekken, Ace Combat, Time Crisis, ou Ridge Racer. Já era bastante conhecida anteriormente por jogos como Galaga, Pole Position (dos mais antigos jogos de carros) e o mais famoso de todos: o Pac-Man. A biblioteca de jogos da empresa tinha-se estendido a praticamente todos os género conseguindo exemplares de sucesso no mercado, mas havia um género onde a Namco ainda não tinha marcado a sua posição: Plataformas.
Os jogos de plataformas tiveram um papel fundamental na década de ’80 e ’90 sendo um género que trouxe as principais figuras dos videojogos nomeadamente as mascotes das três empresas mais importantes na altura – O Mário (Nintendo), O Sonic (Sega), e o Crash Bandicoot (Sony). A Namco também tentou a sua sorte na Sony com o jogo em análise: Klonoa!

Klonoa era para mim um jogo que há muito que ambicionava jogar. A personagem em si foi bastante apelativa tendo cativado milhares de jogadores mais novos a jogar o jogo principalmente no Japão que atingiu números de vendas altíssimos (infelizmente por terras lusas algo de errado se passou). Mas curiosamente foi um daqueles títulos que não passou pela maior parte dos jogadores sendo hoje um jogo custa valores mais altos do que o normal. Mas que tem de especial? Valerá mesmo a pena jogá-lo? É assim tão fixe? O que é que… (MIRA!..PORQUÊ NO TE CALHAS!!)

Gráficos: Tendo em conta os parâmetros de 1997 (ano de lançamento no Japão), Klonoa: Door To Phantomile acabar por se destacar pela positiva misturando sprites 2D com o visual 3D dos cenário. Os sprites em si acabam por nem ser bem em 2D mas sim 2.5D visto as animações dos mesmo se comportarem como se estivessem em três dimensões. Esta mistura diferente conseguiu uma receptividade bestial por parte dos jogadores tendo sim um dos pontos mais importantes, para cativar uma massa de fãs, quando foi apresentado na E3 de ’97
Os sprites em si é que dão a magia ao jogo, com o desenho estilo anime muito bem recriados. O cenários apenas dão a profundidade necessária para realçar a beleza gráfica dos spritesOutro ponto curioso é em relação ao modelo de cenários do jogo. Apesar de o modelo de jogo ser em 2D os níveis estão criados em forma de espiral sendo possível visualizar como fundo outros pontos do nível, que mais tarde iremos pisar. E isso acaba por trazer uma beleza diferente da habitual, principalmente na época do seu lançamento. Isto levou a que a crítica em geral elogiasse bastante o visual de Klonoa.

Jogabilidade: Não tem muito que se lhe diga e ao mesmo tempo torna-a especial em vários momentos. É um jogo de plataformas muito simplista, em que apenas é necessário dois botões para além dos direccionais: Saltar, e Agarrar. São aquelas orelhas estranhas que Klonoa tem, que dão uma dinâmica ainda mais profunda à jogabilidade. O agarrar permite usar todos os bichos que capturamos como utensílio para saltarmos mais alto, levantar-mos voo, ou atirar como arma de arremesso (Lembram-se o que o Mario fazia aos Koopas? É algo parecido…). E depois existe a vertente "bi-tridimencional" (Bi-Tri..?? Isso é José Castelo Branco ou algo do género??) em que por vezes será necessário arremessar os bichos para o cenário, fora da linha de nível. Isso acontece principalmente nos bosses onde é necessário atirar-lhes com alguma coisa para os derrotarmos.

Som: Door to Phantomile é um jogo com muitos traços típicos do Japão. O desenho é muito ao estilo de anime, as personagens são estranhas e muito diferente do que já tem sido feito deste lado do mundo, mas acima de tudo, o voice acting, está num dialecto de japonês (ao estilo do Sims) incompreensível (como se eu entendesse perfeitamente a língua). E isso torna-se surpreendentemente agradável, como uma lufada de ar fresco! Juntamente com a banda sonora calma maior parte do tempo, sendo apenas um pouco mais electrizante nos momentos finais de cada zona (normalmente acaba com um boss). A sensação que trás é bastante diferente da que temos normalmente quando temos um jogo de plataformas em mãos. E Klonoa neste sentido por várias vezes me trouxe à memoria outro congénere igualmente bom – Rayman.

Longevidade: É um jogo curto, um pouco mais curto do que aquilo que eu gostaria que fosse. Mas é altamente rejogável. E aí neste parâmetro que Klonoa se distingue de tudo o que foi concebido até então. Os jogos de plataformas até à data sempre foram extremamente simplistas quanto ao argumento de jogo. Se pegarmos em Mario, Sonic, Donkey Kong, Rayman, etc… podemos reparar que logo de início sabemos quem é o herói, quem é o tirano, e como é que o jogo vai acabar. Klonoa acabar por ir ao encontro disso mas de uma forma faseada, e com pequenas pontas de argumento a serem reveladas à medida que vamos avançando nos níveis. Em vários momentos fez-me lembrar um RPG, com o desenvolvimento pessoal da personagem a ser o principal atractivo do jogo. A determinado ponto é essa a razão que nos faz querer avançar no jogo (ao invés de simplesmente querer chegar ao fim ou ver novos níveis). Um enredo desta profundidade num jogo de plataformas foi algo completamente novo para mim. Mesmo nos dias de hoje esta mistura é pouco usual de ver, e foi engraçado de ver que encaixou na perfeição e deu rumo bastante interessante ao jogo.



Klonoa com o tempo acabou por se tornar numa hidden gem pela sua singularidade. Quanto a críticas pouco existe a apontar. Talvez possa ser apontada a falta de desafio, mas isso não é nada que seja grave o suficiente para estragar aquilo que este jogo tem de especial. Uma forte razão que me levou a fazer uma lista tão grande e variada de jogos da PSX, foi exactamente esta: a de encontrar pérolas como esta, pouco faladas e tão belas quanto outros jogos de referência mais “mainstream”. Já tenho descoberto jogos assim, como Koudelka, Star Ocean: The Second Story, CastleVania: Symphony Of The Night, Blood Omen: Legacy Of Kain, ou até mesmo Bloody Roar 2. Espero encontrar mais e aconselho vivamente a jogarem Klonoa: Door To Phamtomile. É um jogo simples, curto e sem dúvida espectacular cheio de toques nipónicos (os Otakus certamente vão adorar!). Fica então o meu veredicto:

Gráficos: 8.0 (Uma mistura bem concebida entre o 2D e o 3D)

Jogabilidade: 7.8 (Simples, muito simples.. Mas em nada desapontante e surpreendente)

Som: 7.3 (Um toque calmo que não vai ficar indiferente aos jogadores)

Longevidade: 8.8 (Um jogo que vos vai ficar certamente na memória e vos vai dar razões para voltarem a jogá-lo)


Nota Final: 8.2 ( Não é o melhor jogo de plataformas 2D que já joguei, mas é certamente tão único quanto Mario, Sonic ou Rayman. Recomendo!)



6 comments:

  1. Ah, ainda me falta jogar este. Talvez este Natal ainda tente passar isto. Falam tão bem disto mas eu só joguei o principio do segundo na PS2 (aliás, acho que foi o primeiro jogo que vi a correr na consola), Faz-me lembrar um pouco o Kirby 64 :P

    ReplyDelete
  2. Eu também joguei apenas uma demo antes de pegar neste a sério. Olha vale mesmo a pena. É um jogo simples e passas muito bem.. É daqueles jogos que tem algo de especial, de único.. muito fixe ;)

    ReplyDelete
  3. Este é daqueles jogos que ainda hoje me arrependo de não ter comprado na altura, embora o tenha jogado até à exaustão. Para além de ser um tanto raro é caríssimo e a versão de Wii idem aspas.

    ReplyDelete
  4. A versão da Wii é assim tão má? Em que é que falhou?

    ReplyDelete
  5. Onde é que leste que a versão de Wii era má? O_o! Apenas referi que é rara e cara, tal como a de PlayStation, de resto é excelente e tem uns visuais bem melhores.

    ReplyDelete
  6. Já mais que uma pessoa me disse que a versão da Wii não compensava assim tanto... a mim parecia me o mesmo jogo apenas com uns gráficos melhores, daí a minha pergunta =P.. nunca joguei a versão da Wii

    ReplyDelete